Dr. Gustavo Zucca Matthes

Terapia hormonal e câncer de mama

Terapia hormonal e câncer de mama

Mulheres a partir dos 40 anos devem ter mais atenção com suas mamas. Nesta faixa etária muitas mudanças começam a surgir. Suas  produções hormonais podem começar a falhar e com a diminuição dos hormônios, uma série de sinais e sintomas surgem e merecem ser cuidados. Imagine associar estas mudanças com o câncer de mama.

Pois é, por muito tempo os hormônios foram considerados vilões e responsáveis pelo aparecimento do câncer de mama. É verdade que podem ser agentes que estimulam alterações celulares, mas também estão relacionados com bem estar, beleza e qualidade de vida. 

O grande desafio seria equilibrar o uso da reposição hormonal para pacientes com diagnóstico, em tratamento ou tratadas para câncer de mama.

Primeiramente é fundamental que paciente e equipe médica sejam devidamente esclarecidos sobre seus riscos e benefícios e juntos chegarão a conclusão da melhor opção para cada caso. Acredita-se que determinadas mulheres se beneficiarão da terapia hormonal pelo tempo que for necessário e com a certeza da melhora de seus sintomas. Em outras palavras, deve usar hormônios toda paciente que monitorizar seu uso e que realmente estiver se beneficiando deles.

Existem ainda outros tipos de medicamentos desde vaso-dilatadores até ansiolíticos que também podem auxiliar e até controlar sintomas. Além disso, exercícios físicos, alimentação saudável e acupuntura merecem ser lembrados e podem apresentar excelentes resultados.

É importante lembrar, também, que a falta de hormônios causa diversos distúrbios na saúde da mulher como, por exemplo, distúrbios cardio circulatórios, podendo ser tão perigosos ou até mais mórbidos que o próprio câncer.

Portanto, os riscos com o uso de hormônios para o aparecimento do câncer de mama devem ser lembrados, e sobretudo, racionalizados através de uma análise propiciando um equilíbrio dos sintomas e do estilo de vida da paciente. Devem ser utilizados, sempre que necessário, com parcimônia e sempre sob supervisão.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como mastologista em Ribeirão Preto!

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Reconstrução do complexo aréolo-papilar com enxertos e tatuagens

Reconstrução do complexo aréolo-papilar com enxertos e tatuagens

O complexo aréolo-papilar (CAP) corresponde a uma estrutura importante para a estética das mamas. Sendo assim, sua ausência ou deformidade pode impactar fortemente a autoestima e o bem-estar de mulheres que passaram, por exemplo, por algum procedimento cirúrgico causador de danos nessa região do corpo.

O CAP está localizado especificamente no maior ponto de projeção da mama, comportando a aréola e a papila. A aréola normalmente é redonda e possui em média 4 cm de diâmetro. Ela tem cor variável entre o rosa e o marrom, a depender da tonalidade da pele. A papila ou o mamilo, por sua vez, localiza-se no centro da aréola e tem em torno de 1 cm de projeção.

Em determinadas situações, aréola e papila ficam deformadas ou são completamente extintas da anatomia feminina, gerando problemas físicos e emocionais. A boa notícia é que há maneiras de reconstruir esteticamente esse complexo, seja por meio de enxertos ou de tatuagens.

Continue a leitura do artigo e saiba tudo sobre a reconstrução do complexo aréolo-papilar.

A reconstrução é indicada para quais casos?

A reconstrução do complexo aréolo-papilar é recomendada para corrigir irregularidades e cicatrizes pós-cirúrgicas, reparar os efeitos estéticos da mastectomia sem preservação da aréola e papila, além de presença de necrose decorrente de cirurgias mamárias estéticas ou reconstrutoras.

Qual é a real importância desse tipo de reconstrução?

A reconstrução do complexo aréolo-papilar acrescenta simetria e realismo à mama que foi submetida à mastectomia, melhorando – e muito – o nível de satisfação da paciente diante do resultado final. O intuito da reconstrução do CAP é proporcionar um efeito estético com visual comparável ao de uma mama normal, contemplando aspectos como cor, formato, volume e projeção. Isso contribui para o resgate da autoconfiança e autoestima da paciente. A reconstrução do CAP deve ser considerada a cereja do bolo no tratamento. O CAP deve ser considerado a identidade das mamas!

Como os enxertos são utilizados na reconstrução do CAP?

Para reconstruir o complexo aréolo-papilar podem ser utilizadas diferentes técnicas, a começar pelos enxertos. A reconstrução é feita com retalhos de pele da própria mama ou outras regiões do corpo ou porções da papila contralateral. Para ter noção do tamanho e formato ideal, o cirurgião usa como referência a mama do outro lado. Incisões são feitas na pele e os retalhos são elevados e suturados para dar forma à nova papila.

O que dizer da tatuagem médica?

A tatuagem médica é uma técnica que visa pigmentar aréola e papila para devolver a estética harmoniosa do complexo aréolo-papilar. A região é marcada previamente, sempre utilizando como base o lado oposto. A tatuagem é feita com cores aproximadas ao tom natural do mamilo da paciente, respeitando o tom de pele. O procedimento é seguro e totalmente estéril, feito com agulhas descartáveis. Vale destacar que essa técnica é uma ótima alternativa para reforçar a cor da papila e da aréola depois de cirurgias mamárias ou, até mesmo, para disfarçar cicatrizes locais. Um efeito 3D pode ser obtido, simulando uma certa projeção da papila. Retoques podem ser necessários com o passar dos anos.

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Tipos de câncer de mama

Tipos de câncer de mama

O câncer de mama é a segunda neoplasia mais comum do mundo, ficando atrás somente do câncer de pele. Só para ter ideia, a cada ano são diagnosticados mais de 50 mil novos casos da doença. Embora seja uma séria condição de saúde, se o câncer de mama for detectado precocemente, as chances de cura são bastante elevadas, o que reafirma a importância da regularidade nos exames de prevenção, como o autoexame (auto-orientação) mamário e a mamografia. Tumores nas mamas são resultantes do crescimento desordenado de células anormais na região dos seios. Tal fenômeno pode ser desencadeado por alterações em genes que atuam nos mecanismos de reprodução e divisão celular. Desse modo, se desenvolvem tumores malignos capazes de se espalhar para outros órgãos e colocar em risco a saúde e a vida da mulher. Cumpre salientar que alguns fatores podem aumentar as chances de desenvolvimento do câncer de mama, entre eles, vale citar o tabagismo, o sedentarismo, a alimentação desequilibrada e a hereditariedade. Nem todos sabem, mas não existe somente uma forma de câncer nas mamas. Na verdade, os tumores podem se apresentar de diferentes maneiras. Neste artigo, trazemos informações sobre os principais tipos de câncer de mama para você conhecer. Confira.

Quais são os principais tipos de câncer de mama?

1. Carcinoma ductal invasivo

Esse é o tipo mais frequente, conhecido também como infiltrante. O carcinoma ductal invasivo se instala especificamente no ducto mamário e, quando avança, é capaz de destruir as paredes desse ducto, chegando ao interior do tecido adiposo dos seios. Caso não seja diagnosticado e tratado rapidamente, pode ocorrer metástase para outras regiões do organismo por meio do sistema circulatório e linfático. A detecção tardia dificulta o tratamento e reduz as chances de cura.

2. Carcinoma ductal in situ

O carcinoma ductal in situ é um tumor mamário em estágio inicial. Suas células cancerosas estão localizadas no interior dos ductos e não se espalham facilmente. Sendo assim, as chances de expansão do tumor para outros tecidos e órgãos são pequenas. Por isso, a abordagem terapêutica costuma ser mais branda e menos invasiva. De acordo com estimativas recentes, aproximadamente 20% dos novos casos identificados de câncer de mama são desse tipo.

3. Carcinoma lobular invasivo

O carcinoma lobular invasivo é o segundo tipo de câncer de mama mais comum. Se instala dentro dos lóbulos mamários de ambos os seios e pode estar relacionado ao surgimento do câncer de ovário. Seu diagnóstico é mais difícil e geralmente tardio. Além disso, as chances de se espalhar para tecidos ao redor dos lóbulos são muito altas.

4. Tipos especiais

Existem ainda outros tipos de cancer de mama que são consideradas incomuns e que possuem características especiais podem ter bom ou mau prognóstico e precisarão ter seus tratamentos individualizados. São exemplos: medulares, metaplásicos, Paget, entre outros.  

Quais são os principais subtipos de câncer de mama?

Além dos tipos as pesquisas moleculares revelaram que o câncer de mama possui várias facetas e por isso precisam ser tratados de forma individualizada, já que possuem diferentes comportamentos em cada situação. Sua classificação depende da presença ou não de alguns marcadores, receptores ou substâncias nas células do tumor:
  • LUMINAL A: expressa receptores de estrogênio e progesterona, não tem amplificação do HER2 e apresenta um Ki-67 menor que 15%. Apresenta melhor prognóstico.
  • LUMINAL B: expressa receptores de estrogênio e progesterona, não tem amplificação do HER2 e apresenta um Ki-67 maior que 15%. Apresenta agressividade um pouco maior que o LUMINAL A.
  • HER2: apresenta amplificação do gene ERBB2. Normalmente são negativos para receptores hormonais e apresenta um Ki-67 acima de 15%. Apresenta alto grau de agressividade biológica, porém respondem a terapia com anticorpo anti-Her2.
  • BASAL-SÍMILE: é originário das células basais e é negativo para os receptores hormonais e HER2. São positivos para CK 5/6, EGFR e apresenta Ki-67 acima de 15 %. São de mau prognóstico.
  • TRIPLO-NEGATIVO: também é originário das células basais e é negativo para os receptores hormonais e HER2. São negativos para CK 5/6, EGFR e apresenta Ki-67 acima de 15 %. São de mau prognóstico.
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Uso de telas nas reconstruções mamarias com implantes

Uso de telas nas reconstruções mamarias com implantes

O conceito de mastectomias poupadoras de pele consagrou-se nas últimas décadas. Com a evolução da forma e qualidade dos implantes mamários, associados à constatação da segurança oncológica, um número crescente de reconstruções mamárias com implantes pós-mastectomias tem sido indicados.

Supostamente estes procedimentos teriam menor morbidade associados a um resultado estético adequado, ao menos, para um primeiro momento. Sabidamente a qualidade de uma reconstrução mamária com implante está diretamente relacionado com uma mastectomia bem realizada.

Além de um retalho dermo-gorduroso bem perfundido e regular é importante a definição de uma loja protésica adequada e que respeite os limites mamários. Podem ser confeccionadas lojas retro-musculares totais (implante totalmente coberto por músculo peitoral maior e serrátil), loja parcial (implante coberto apenas pelo músculo peitoral maior) e mais recentemente estudos mostram benefícios com lojas subcutâneas.

Paralelamente o desenvolvimento de malhas biológicas ou sintéticas permitem a discussão sobre qual método seria mais eficiente. Ainda existe uma escassez de informações que melhor definam seu uso. Supostamente foram desenvolvidas com o intuito de permitir uma maior segurança na reconstrução com implantes, podendo ser usadas na cobertura de toda a prótese ou como uma banda, parcialmente. Desta forma objetiva-se um melhor resultado estético, sem maiores comorbidades, beneficiando a qualidade de vida das pacientes. Contudo, o custo benefício mostrou-se duvidoso, além de altas taxas de complicações, principalmente associadas a seromas frequentes, persistindo dúvidas sobre suas indicações e benefícios.

  Na tentativa de esclarecer estas questões pertinentes os autores fizeram uma pesquisa na Pubmed, na Cochrane Library, no banco de dados do clinicaltrials.gov. Constataram uma completa ausência de evidências de alta qualidade comparando dados clínicos entre uso ou não de telas na reconstrução mamária imediata (RMI). Um estudo controle randomizado com 142 pacientes mostrou alta taxa de complicações , incluindo perda protésica e re-operação após 1 ano para pacientes submetidas a reconstrução mamária com tela, comparada com a reconstrução clássica, sem tela. 

Outros estudos menores mostraram dados negativos em relação ao uso das telas biológicas, sugerindo maiores taxas de perda protésica, infecções, além de complicações pós-operatórias mais frequentes como dor, fadiga e impacto na qualidade de vida familiar, quando comparado com telas sintéticas. Não foram encontrados resultados de estudos comparando reconstruções com tela em lojas submusculares e subcutâneas.

Conclui-se que os protocolos atuais são baseados em baixa qualidade de evidência. Recomenda-se o uso de telas para casos selecionados, especialmente para grupos considerados de maior risco como pacientes previamente submetidas à radioterapia ou com elevado IMC. Porém, mais estudos precisam ser conduzidos para melhor esclarecimento e eficácia destes produtos, para que novas e consistentes informações surjam e suportem seu uso na prática. 

 

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Curiosidades sobre o câncer de mama

Curiosidades sobre o câncer de mama

São muitas as lendas urbanas sobre o câncer de mama. Reuni algumas curiosidades que podem esclarecer suas dúvidas:

1- o câncer de mama não tem prevenção! Daí a importância de um diagnóstico rápido e precoce;

2- o câncer de mama tem cura! Sim!!! Desde que descoberto no momento oportuno e tratado corretamente; 

3- o câncer de mama pode ser controlado. Hoje são inúmeras as opções de tratamento e, desta forma, o câncer de mama, mesmo que descoberto em fases mais avançadas, pode ser controlado como uma doença crônica, tipo diabetes ou pressão alta;

4- o tratamento conservador( preservação da mama) é tão seguro quanto a mastectomia (retirada da mama). Contudo, sempre que for feita a conservação da mama para o tratamento do câncer, faz-se necessária a associação da radioterapia;

5- com tratamento conservador é possível um resultado estético favorável. Principalmente com as técnicas cirúrgicas atuais, chamadas técnicas oncoplásticas;

6- existem quimioterápicos que não fazem cair o cabelo. Seria necessária a discussão individual para que fosse definido o melhor tratamento para cada caso;

7- a radioterapia não dói! A radioterapia é um tratamento através de irradiação que exige a permanência em uma máquina específica durante um período de tempo. Hoje existem diferentes modalidades e é um tratamento muito seguro, quando bem planejado;

8- apesar de retirar toda a mama ao realizar uma mastectomia, estima-se que até 10% de tecido, permaneçam ali. Portanto, a doença pode voltar, mesmo após a mastectomia;

9- O câncer de mama que passa de pais para filhos, hereditário, acontece apenas de 5-10% da população;  

10- As mastectomias bilaterais, como as realizadas pela atriz Angelina Jolie, devem ser indicadas em casos de alterações genéticas hereditárias ou em situações especiais, que devem ser muito discutidas;

11- a paz mental pode ser sim a indicação de uma mastectomia bilateral;

12- após uma mastectomia bilateral, mesmo com preservação do mamilo e aréola, você pode não perder sua sensibilidade e não conseguirá mais amamentar;

13- existem máquinas de resfriamento do couro cabeludo, para evitar a queda de cabelo durante a quimioterapia, mas seus resultados ainda estão sendo estudados;

14- mulheres submetidas a cirurgias axilares pelo câncer de mama, precisam ter cautela com seus braços, mas podem ter vida normal e devem movimentá-los desde o primeiro dia após a cirurgia;

15- toda mulher tem um risco de 12,3% de desenvolver o câncer de mama ao longo da vida;

16- o auto-exame (auto-orientação) ainda tem seu papel, principalmente em países ou regiões precárias. É melhor uma paciente acusar um nódulo com 1cm do que um tamanho maior. De maneira geral um nódulo passa a ser palpável quando atinge 1cm;

17- a mamografia é o melhor exame para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Ultrassom e ressonância, são exames complementares e precisam ser solicitados quando necessário;

18- próteses de silicone não causam câncer de mama e não atrapalham seu diagnóstico;

19- a reconstrução mamária deve ser individualizada e sempre oferecida às pacientes;

20- O tratamento do câncer de mama deve ser individualizado. Exija um tratamento DIGNO sempre! Ele poderá fazer a diferença!

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O papel da atividade física contra o câncer de mama

O papel da atividade física contra o câncer de mama

Todos os dias discutimos no consultório medidas preventivas que poderiam beneficiar as nossas pacientes quanto ao aparecimento ou controle do câncer de mama. Qual seria o real papel do exercício físico? Vamos tentar entender isto melhor.

Primeiramente, precisamos entender que nosso corpo é formado por diversos tecidos biológicos e cada um deles é composto por células e dentro de cada uma há o material genético que carrega as informações e as regras de seu funcionamento, uma espécie de manual de direitos e deveres de cada célula. Todos os dias erros são encontrados no material genético e são imediatamente corrigidos. Quando esta correção falha, aparecem os tumores. Quando os tumores tem um comportamento agressivo, podendo espalhar para outras regiões do corpo, temos um câncer. Ficou claro?

Para definir o caráter agressivo do comportamento tumoral existem algumas moléculas e substâncias que podem ser analisadas em laboratórios. Estas análises podem sinalizar a resposta do tumor, por exemplo, para determinados tratamentos. Então, poderia sinalizar mudanças relacionadas a atividade física?

De maneira geral as atividades físicas parecem ter um aspecto positivo para a saúde. Contudo, isto estaria baseado nos chamados estudos observacionais, em outras palavras, até pouco tempo não havia uma prova real deste benefício em humanos, apenas suposições.

Recentemente um estudo conduzido pelo Instituto americano Dana-Farber mostrou laboratorialmente que sim, a prática de atividades físicas pode influenciar o comportamento de um câncer de mama.

Dividiram-se um grupo de mulheres com câncer de mama. Todas, praticamente inativas fisicamente,  foram submetidas a biópsia (retirada de uma pequena amostra do tumor) e após 29 dias operadas para tratamento cirúrgico do câncer de mama. Foram escolhidas por sorteio e dividas em 2 grupos. No primeiro eram oferecidos 220 minutos de atividade física semanal, sendo 40 minutos de musculação e 180 minutos de atividade aeróbica moderada. No outro grupo foi-lhes oferecido um livro e um áudio guia de relaxamento.

O primeiro grupo teve um acompanhamento sócio/comportamental que aumentou sua atividade física em mais de 200 minutos por semana. No segundo grupo a prática esportiva não passou de 23 minutos semanais.

Após a cirurgia o fragmento do tumor obtido com a biópsia foi comparado com o tumor operado e notou-se que não houve mudança no chamado índice de proliferação do tumor, uma substância ligada ao prognóstico da doença. Em animais esta mudança havia sido notada em outros estudos. Também não se percebeu alterações na expressão de morte espontânea das células cancerígenas. Contudo, as amostras mostraram, significativamente, que nas mulheres submetidas ao exercício físico houve um estímulo imunológico e houve aumento da resposta das células de defesa e também de seu número, como, por exemplo, no casos das células natural killers, responsáveis por também combater as células do câncer. 

Que atividade física desenvolver e qual sua intensidade ainda é uma dúvida. Parece que uma simples caminhada sugere  benefícios relacionados a mortalidade tanto pelo câncer, quanto da morte de uma maneira geral.  Portanto, exercícios intensos podem não ter impacto nos tumores de mama. A pesquisa sugere, ainda, que precisamos equilibrar atividades boas e agradáveis para a paciente com a certeza de que o melhor esteja sendo feito para ela em termos de tratamento. Além disso, que fique claro que este é um período muito estressante e desconfortável para a paciente, repleto de medos, portanto, é interessante haver um outro foco, positivo, para prestarem atenção, enquanto aguardam a cirurgia. 

Mais estudos neste sentido precisam ser realizados para que tenhamos informações cada vez mais claras e relevantes, aumentando nosso arsenal contra o câncer de mama. De qualquer forma, A atividade física auxilia o equilíbrio dos níveis de hormônios, diminui o tempo de trânsito gastrointestinal, fortalece as defesas do corpo e ajuda a manter o peso corporal adequado. Sendo assim, é bastante claro que exercícios físicos são saudáveis e devem ser estimulados, portanto vamos malhar!

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As 13 dúvidas mais frequentes do Outubro Rosa

As 13 dúvidas mais frequentes do Outubro Rosa

 

1- O que é o câncer de mama?

A palavra câncer representa o crescimento desorganizado de determinadas células em nosso corpo. Podem crescer tanto que há chance de invadirem ou se espalharem por outras partes e até causar nossa morte. Quando estas alterações começam nas mamas é o que chamamos câncer de mama.

2-Que fatores podem causar câncer de mama?

Toda mulher nasce com risco de 13% de desenvolver a doença durante sua vida. Portanto o sexo está em primeiro lugar como fator de risco. Basicamente o câncer de mama surge por uma alteração nos genes das células, ou seja, nas informações que controlam as células e definem nossas características. Estas informações podem ser alteradas pela exposição a situações do meio ambiente como irradiação, tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso de drogas, ou hábitos de vida não saudáveis como sedentarismo, alimentação irregular e pouco saudável, entre outros. Podem, ainda, trazer informações erradas desde o nascimento, neste caso chamamos de mutações hereditárias ou familiares. As alterações ou mutações hereditárias estão relacionadas com condições familiares ou seja passando de geração em geração dentro da família de 5-30% das vezes, quando se fala sobre câncer de mama.

3-Quais os sintomas do câncer de mama?

O câncer de mama na maioria das vezes passa desapercebido no seu início, sem quaisquer sintomas. Por isso a importância da mamografia que consegue detectar alterações ainda muito pequenas, facilitando o diagnóstico precoce. Conforme há o crescimento da doença ela se manifesta principalmente como um nódulo na mama que pode ou não estar associado a alterações na pele, como mudanças na cor da pele ou mudança na textura da pele ou ainda presença de abaulamentos ou retrações. Algumas vezes, mais raras, pode ocorrer como um quadro de inflamação ou, ainda, como um nódulo apenas na axila. Também deve-se prestar atenção a quaisquer alterações apresentadas pelo bico da mama ou se há secreções saindo por ele, principalmente se o líquido for sanguinolento ou com aspecto de água suja. 

4- Como prevenir?

Na verdade não se pode prevenir o câncer de mama, exceto por atitudes de melhora de nossos hábitos de vida e menor exposição de nosso organismo a condições que poderiam alterar nossas células. Contudo, o diagnóstico precoce pode ser realizado e é um grande aliado. Diagnóstico precoce significa descobrir a doença o mais cedo possível. Desta forma o tratamento tende a ser menos agressivo e mais efetivo. O principal exame a ser feito é a mamografia, pois pode detectar alterações microscópicas no seu início. O ultra-som é um exame complementar, assim como a ressonância e devem ser indicados de maneira oportuna por seu mastologista.

5- Qual profissional deve ser procurado?

Qualquer médico pode ser procurado para um primeiro atendimento. Normalmente as mulheres possuem maior acesso ao ginecologista, quem, ao diagnosticar alterações suspeitas na mama de sua paciente, deve encaminhá-la ao Mastologista. A mastologia aborda as doenças da mama. É uma especialidade jovem da medicina que mostra ser uma área de intersecção entre a ginecologia, radiologia, oncologia e cirurgia plástica.

As mamas são símbolos de feminilidade, maternidade, sexualidade, enfim representam a mulher na sua essência. Contudo, homens também podem apresentar doenças na mama e também podem precisar do mastologista.

De maneira geral, o mastologista, deve ser responsável por acolher as queixas relacionadas aos problemas das mamas e tentar aliviar da melhor forma as aflições apresentadas, que podem variar desde uma simples dor, passar por assimetrias estéticas, esclarecer nódulos, tratar o câncer e reconstruir uma mama.

É seu papel, ainda, tentar esclarecer dúvidas, estimular o diagnóstico precoce, indicar e acompanhar abordagens multidisciplinares, orientar sobre exames diagnósticos e procedimentos cirúrgicos e, claro, tranqüilizar a paciente enquanto se procura a melhor conduta e, depois, segui-la durante a vida.

Se houver qualquer dúvida em relação às mamas, procure um mastologista!

6- É uma doença facilmente tratável?

Sim, quanto mais precoce mais fácil será seu tratamento. Nos dias de hoje devemos individualizar cada caso e tentar fazer o melhor para cada situação. É como jogar uma partida de xadrez e deveremos mover nossas peças para cada partida, conforme os detalhes da doença forem revelados, a fim de dar o xeque-mate na doença. O mastologista será responsável por traduzir o que está acontecendo com cada paciente e guiá-la para o melhor tratamento.

7- O que fazer após o diagnóstico?

Ao receber um diagnóstico de câncer a impressão que se tem é que o mundo acabou. Um filme passa por sua cabeça e com certeza de todos os seus familiares e conhecidos. Com certeza um filme com final ruim! Mas, preste atenção, não deve ser assim! Procure informar-se sobre que profissionais procurar, busque médicos atualizados e competentes, mas que sobre tudo você tenha afinidade e sinta-se a vontade para esclarecer dúvidas e discutir assuntos pessoais ou questionamentos simples. Isto não é um detalhe! Afinal, a equipe que você decidir seguir acompanhará você, provavelmente por um longo tempo e quem sabe por toda a vida. O tratamento do câncer de mama é como subir uma escada com vários degraus. Num primeiro momento aparece que jamais você vais conseguir. Sensação natural, mas equivocada, pois com ajuda correta e os profissionais adequados servindo de corrimão e suporte, em um piscar de olhos, você estará no topo, sorrindo olhando para sua experiência vivida abaixo e dizendo passou, estou bem, cheguei a um final feliz!

8- E como funciona o tratamento?

Hoje o tratamento para o câncer de mama evoluiu muito e compreende uma abordagem multidisciplinar, contudo ainda a cirurgia é primordial no tratamento para o controle local da doença. Ao contrário do que se via no passado, atualmente são realizadas cada vez mais cirurgias conservadoras, sobretudo com o advento das cirurgias chamadas oncoplásticas. Estas permitem uma abordagem oncológica das mamas baseadas em técnicas de cirurgia plástica. Desta forma obtém-se um tratamento oncológico ideal com resultados estéticos satisfatórios, minimizando o prejuízo psicológico do tratamento, através da preservação da imagem corporal  e mantendo a paciente forte e de cabeça erguida para continuar as demais etapas de seu tratamento.

A radioterapia também possui um papel fundamental para controle local da doença. A quimioterapia, hormonoterapia e imunoterapia são as modalidades de tratamento sistêmico, que influenciarão a sobrevida da paciente, devendo ser considerados caso sejam necessários. 

A ordem de realização de cada uma destas modalidades dependerá do momento do diagnóstico e das características de cada tumos e deverá ser muito discutido e esclarecida pelos seus médicos.

Não se deve esquecer que este tratamento deveria envolver um seguimento psicológico, fisioterápico e nutricional.

Caso a paciente tenha sido submetida a uma mastectomia, ou retirada completa da mama, a reconstrução da mama deve ser considerada como parte integral do tratamento, devolvendo não só auto-estima, mas sobretudo qualidade de vida para a paciente.

Um conceito moderno atualmente é o de assistente navegadora que é uma profissional que auxilia o mastologista a acompanhar suas pacientes conduzindo as mesmas pelas várias etapas do tratamento, diminuindo suas angústias e fazendo-a entender todas as fases por que está passando e, assim, permitindo-se ser melhor tratada.

 

 

9- Qual a idade das mulheres mais susceptíveis?

Com o envelhecimento celular, há a perda do poder da correção de eventuais erros genéticos que ocorrem diariamente durante nossa vida. Portanto a partir dos 35 anos ou mais precisamente entre os 40 e 60 anos a chance destas falhas de proteção ocorrerem aumentam e, então, o câncer na mama aparece com mais freqüência. Resumindo, maior é o risco conforme envelhecemos. Também nessa faixa etária o tecido da mama começa a ser transformado em gordura, o que favorece o diagnóstico de alterações pela mamografia. Esta é a razão deste exame ser indicado nesta faixa etária.

10- Se uma paciente tem um familiar com câncer de mama, ela deve ficar mais atenta?

O câncer de mama pode ter sua origem como um erro hereditário de 5 a 10% dos casos, quer dizer, genes com informações imperfeitas e que estimulam o câncer de mama e são transmitidos de pai pra filho como o que ocorre com os genes BRCA 1 e 2. Contudo existem um outro grupo de genes que podem estar relacionadas a alterações familiares que podem ocorrer em 15-25% das vezes. Portanto se uma mulher tiver alguém na família com câncer de mama deve ficar atenta, mas não quer dizer necessariamente que haja uma alteração genética familiar, pode ser um caso esporádico.

Considera-se maior o risco de mutações genéticas, devendo ficar mais atenta caso na sua família haja:

  • casos de câncer de mama ou ovário diagnosticados com idade menor de 50 anos
  • casos de câncer de mama bilateral
  • casos de câncer de mama em homem

Nestes casos seu mastologista provavelmente solicitará o apoio de um geneticista para auxiliar a esclarecer sobre a presença de uma eventual alteração genética.

 

11- O que é mastectomia preventiva ou redutora de risco? Essa prática é indicada? A que grupo se recomenda?

Há alguns poucos anos atrás o mundo assombrou-se com a decisão de Angelina Jolie, famosa atriz americana, optar por retirar ambas as mamas e seus ovários. Ela apresentava forte história familiar, confirmadamente tinha mutação genética dos genes BRCA e encontrava-se traumatizada pelo sofrimento sofrido por sua mãe, quem vira morrer devido o câncer de mama. Quando informado do teste genético positivo a atriz, símbolo sexual, não teve dúvida e optou pelas cirurgias redutoras de risco. Sim! O nome correto é cirurgia redutora de risco e não profilática, pois sempre haverá um risco de a doença surgir, reduzido é claro, mesmo após a cirurgia.

Existem dois grupos de mulheres que podem ser submetidas a esta cirurgia:

  • mulheres com mutação genética ou sabidamente com forte história familiar para o câncer de mama. Este grupo de mulheres tem um risco de desenvolver o câncer de mama em até 40% em 10 anos, com a cirurgia podem chegar a uma redução de risco de até 90%. Este é um grupo que mais se beneficia muita com a mastectomia redutora de risco, principalmente, se mulheres abaixo dos 40 anos. Quanto mais idade a paciente possui, menor o benefício protetor da mastectomia redutora de risco. No Hospital de Câncer de Barretos é feito o teste genético comercialmente a preços muito abaixo do mercado e com muita qualidade. Seu médico saberá o momento de indicá-lo.
  • o segundo grupo que pode eventualmente ser candidato a mastectomia redutora de risco são as mulheres que possuem câncer unilateral e desejam cirurgia para evitar a doença do outro lado. Há uma lenda popular referindo-se às mastectomias da mama oposta como protetoras e isto não é bem verdade!   O risco cumulativo de uma mulher que teve câncer em uma das mamas, ter câncer do outro lado varia de 4-6%. A cirurgia para estes casos será responsável por reduzir o risco para novo câncer daquele lado, porém não muda a sobrevida da paciente, diretamente relacionada ao primeiro câncer. Recomenda-se que para este grupo sejam levadas em conta paciente menores de 50 anos e com a doença manifestando algumas características especiais que poderão ser esclarecidas pelo seu mastologista. Nestes casos especiais o ganho de sobrevida em 5 anos é de 4,8%. Em outras palavras uma grande quantidade de mulheres não se beneficia deste tipo de procedimento!

Se você pertencer ao segundo grupo, sem mutação, porém teve câncer unilateral e deseja, mesmo sabendo que seus benefícios de proteção serão pequenos, deverá dialogar exaustivamente com seu mastologista. Esta cirurgia não é livre de riscos e é irreversível, portanto todos os esclarecimentos possíveis devem ser feitos para que você tome uma decisão correta para sua vida. A paz mental que esta cirurgia pode te proporcionar tem um preço e você precisa estar preparada para vivenciá-lo. 

12- O câncer de mama também afeta o homem? Qual a diferença do câncer nas mulheres?

O câncer de mama também acontece nos homens em 1% das vezes, sendo responsável 0,1% dos cânceres masculinos. Seu comportamento e tratamento é igual ao que usualmente é feito para as mulheres.

13- Qual a importância do outubro rosa?

O outubro rosa é uma iniciativa brilhante que acontece anualmente com o intuito de alertar nossa população para a existência do câncer de mama e sobre seu impacto na vida das mulheres, mas sobretudo visa orientar as pessoas sobre a importância de estarmos atentos a qualquer alteração notada nas mamas e sobre a importância de um diagnóstico precoce, principalmente através das mamografias em mulheres na faixa etária entre os 40 e 69 anos. Também informa a população da presença do médico mastologista para auxiliar a esclarecer quaisquer dúvidas referentes as mamas, além das possibilidades e momento ideal para um tratamento eficiente.

O câncer de mama é curável se diagnosticado no início! Lembre-se mama bonita é mama saudável!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como mastologista em Ribeirão Preto!

Posted by Dr. Gustavo Zucca Matthes in Todos
Outubro Rosa, muito mais que um laço.

Outubro Rosa, muito mais que um laço.

Chegou outubro e mais uma vez ele é rosa!

Essa campanha de mobilização iniciada na década de 90 nos Estados Unidos, ganhou o mundo sensibilizando pessoas para o diagnóstico precoce do câncer de mama.

Há muitos anos defendo esta idéia e ministro palestras a respeito. Continuo achando que o diagnóstico precoce é importante, contudo, mais importante ainda, é a qualidade de nosso atendimento! 

De que adiantam imagens perfeitas, se as pacientes continuam enfrentando filas para realizarem cirurgias? 

De que adiantam cirurgias oncoplásticas, se os medicamentos quimioterápicos são de má qualidade ou feitos tardiamente? 

De que adianta a cirurgia conservadora, se as pacientes têm acesso restrito a radioterapia e muitas vezes de má qualidade? 

Para que tantas mamografias, se os profissionais que poderiam ajudar não conversam entre si pra encontrar o melhor tratamento? 

Faltam especialistas, faltam psicólogos, faltam fisioterapeutas, falta reconhecimento, falta diálogo, falta valorização, falta respeito! 

A bandeira do Outubro Rosa é digna, mas precisa atentar que para impactarmos na sobrevida das pacientes com câncer de mama, todas as etapas do tratamento, mais ou menos complexas, precisam ser lembradas!!!

Lute sempre por um tratamento digno. Neste Outubro Rosa procure se conhecer e visite um mastologista, médico especialista em doenças das mamas.

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O peso das mamas grandes

O peso das mamas grandes

Recentemente fiquei sensibilizado com o depoimento de uma paciente, relatando o quanto eram desconfortáveis suas mamas enormes e que sofria bullying. Vamos entender melhor?

O tamanho das mamas como padrão de beleza vai depender muito das raízes culturais de cada povo ou região. Contudo mamas muito volumosas podem trazer vários desconfortos e pode ser consideradas doentes merecendo, até mesmo um tratamento cirúrgico.

Mamas muito grandes podem ser chamadas de gigantomastia. Podem causar assaduras na região do sulco da mama, porção inferior, junto a parte superior do abdome. Com o suor e o contato da mama na região surge um ambiente propício para o aparecimento de fungos ou micoses de pele, causando coceira, alteração da coloração da pele no local e muito desconforto.

Uma mulher com mamas grandes pode sentir dor pelo efeito natural da gravidade sobre as glândulas. Na tentativa de evitar isso, estas mulheres usam sutiãs que dado o peso, acabam marcando seus ombros com verdadeiros sulcos. Além disso, podem causar distúrbios ortopédicos na coluna pelo seu peso desviando o tronco da mulher.

Existe, ainda, um prejuízo de sua auto-estima que sofre com brincadeiras e insultos de terceiros.

Geralmente o tratamento busca reduzir o volume das mamas de forma a devolver àquelas mulheres um aspecto de mamas saudáveis, com um tamanho que seja harmônico com seu corpo.

São cirurgias delicadas, pois é necessário muito cuidado com a nutrição das aréolas, uma vez que muito tecido será retirado e pode haver falta de vascularização para a região central da mama reconstruída, podendo haver a necrose ou morte da aréola e do mamilo.

São procedimentos reconstrutores e não meramente estéticos. Estas mulheres pedem e merecem ter nossa atenção. Lembre-se mama bonita é mama saudável!

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Como é a radioterapia para as mamas?

Como é a radioterapia para as mamas?

Outro dia no consultório uma paciente dizia:

_ Doutor quero que o senhor me opere e retire as duas mamas! Perguntei a razão daquela decisão e a resposta veio sem pensar:

_ Tenho medo da radioterapia e não quero fazer!

Seria este medo justificado? Vamos tentar entender.

A radioterapia e um tratamento que procura controlar a doença no local onde ela acontece, no nosso caso nas mamas ou proximo delas como a região das axilas e das clavículas ( osso que temos saliente entre o pescoço e os ombros).

A indicação da radioterapia junto da cirurgia conservadora é fundamental para que as taxas de controle local da doença sejam semelhantes as obtidas com a retirada da mama ou mastectomia, ou seja, a radioterapia permite que as mamas possam ser bem tratadas, sem que a mulher perca suas mamas.

O tratamento com radioterapia e muito parecido com um exame de Raio-x. Ambos liberam ume energia, imperceptível aos olhos, capaz de atravessar os tecidos de nosso corpo. No caso do Raio-x ela serve para mostrar algo errado e permitir um diagnóstico em alguma parte do corpo, já na radioterapia a energia é usada para tratamento, por exemplo, destruir células com defeito e que estejam se multiplicando desorganizadamente, em outras palavras, atacar o câncer. 

A radioterapia visa a liberação de uma alta energia chamada ionizante. Ela será devidamente planejada pelos radioterapeutas e físicos médicos com auxilio de aparelhos e cálculos matemáticos para que ela atinja a região do tumor. É absolutamente indolor. Exige apenas que a paciente fique em uma posição parada, sempre igual, e para isto há moldes que são feitos para que ela repita sua posição em cada dia do tratamento. Geralmente, cada sessão de radioterapia leva em torno de 15 minutos por dia, e todo o tratamento pode durar até 32 dias. 

Existem diferentes modalidades de radioterapia e cabe a equipe médica discutir a melhor opção para cada caso. Com o avanço da tecnologia, seu planejamento é cada vez mais preciso diminuindo seus efeitos colaterais. Antigamente era comum ouvir que tratamentos radioterápicos causavam “queimaduras”. Hoje estas sequelas são cada vez mais raras e praticamente a pele da área irradiada, quando muito, parece ter sofrido os efeitos de um banho de sol. O uso da radioterapia pode implicar em maiores complicações nas cirurgias reconstrutoras, principalmente com o uso de implantes, contudo a reação é individual e só saberemos se ela irá acontecer após o tratamento terminado. Não há previsão! Tenha em mente que o importante é usar todas as armas para lhe assegurar um bom tratamento. Orientações e cremes são sugeridos para minimizar qualquer efeito desagradável.

O importante é entender que, hoje em dia, temos excelentes armas no arsenal do tratamento do câncer de mama e a radioterapia é uma delas. Portanto, não tenha medo, a radioterapia é uma grande aliada! 

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